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Eleição 2022 | 5 motivos porque Soraya Thronicke é inimiga das mulheres trabalhadoras

O debate da Banda do último domingo (28), além de contar com o show de horrores da direita reacionária, contou com a demagogia de figuras como Tebet (MDB) e Soraya (União Brasil), que aproveitaram a aparição em rede nacional para se colocarem supostamente ao lado das mulheres. Aqui, expomos os motivos pelos quais Soraya, eleita como "a senadora do Bolsonaro", é inimiga declarada das mulheres trabalhadores.

quarta-feira 31 de agosto | Edição do dia

Candidata de última hora pelo União Brasil, Soraya faz de tudo para se descolar de Bolsonaro, ao mesmo tempo que manter a base de votos bolsonaristas que a elegeu. Foi parte ativa e base do governo reacionário e genocida, e mesmo agora como uma suposta "oposição", foi beneficiada com R$ 95 milhões de verbas do orçamento secreto. O malabarismo para se desvencilhar de Bolsonaro é tão grande que tentou se pintar de "onça" nas redes sociais. Veja abaixo os 5 motivos que elencamos pelos quais Soraya não é uma opção para as mulheres trabalhadoras:

Veja também: 4 verdades sobre Simone Tebet que demonstram o porque ela não é uma aliada na luta das mulheres

É contra a legalização do aborto

No país onde milhares de mulheres morrem todos os anos por abortos clandestinos e até crianças vítimas de estupro são coagidas a não abortar, pessoas como a Soraya são contra a legalização do aborto. Na prática ela é uma defensora do aborto clandestino, defendendo a manutenção da violência contra os corpos das mulheres, que afeta principalmente as mulheres negras e pobres.

Ainda em 2019, numa entrevista afirmou:

"Nossa pauta é feminina, não feminista, é uma pauta de mulheres. Os nossos valores são mais conservadores do que aqueles das pautas feministas. A nossa diferença é que a gente vem com esse olhar mais equilibrado [...] Meus seguidores na campanha eram 85% homens. As mulheres do meu Estado, o Mato Grosso do Sul, não votaram nas mulheres. Ninguém para pra pensar, mas os homens nos colocaram aqui."

Um dado interessante para pensar é que, de acordo com o TSE, 52% do eleitorado do MS é feminino. O que de fato mostra que Soraya não defende os direitos das mulheres trabalhadoras. É fundamental luta pelo aborto legal, seguro e gratuito e contra todos os ataques da extrema-direita e do patriarcado capitalista, assim como contra esses setores do reacionários que fazem demagogia com a luta das mulheres, representados por Soraya e Tabet.

"A senadora do Bolsonaro"

Foi assim foi que Soraya Thronicke se elegeu senadora em 2018. Na época fazia parte do mesmo PSL que abrigava Bolsonaro. Hoje faz parte do União Brasil (fusão do PSL com o DEM), mas o fato é que fez parte do que levou Bolsonaro e toda sua corja para a presidência. Hoje tenta se pintar de opositora ao Bolsonaro. A foto dessa matéria é de dar asco, mas é a realidade. Soraya esteve ao lado de Bolsonaro, um inimigo declarado das mulheres.

Inimiga dos povos originários e defensora do agronegócio

A suposta defesa das mulheres verbalizada por Soraya visivelmente não se aplica às mulheres indígenas. Em 2019, durante discurso no Senado, atacou os indígenas ao falar sobre suas terras:

"Tem política pública destinada, e por que eles continuam miseráveis com 13% do território nacional, quando nós utilizamos 7%? Essa terra não é de vocês, a terra é da União. Quem usa o índio?"

Os interesses do agronegócio, dos grandes latifundiários, base que sustenta o governo Bolsonaro, estão bem representados na fala de Soraya. É por essa lógica que segue o assassinato de povos indígenas e a destruição da Floresta Amazônica para transforar tudo em pasto para gado e plantação de soja.

Concretizando essa lógica predatória e capitalista, Soraya disse:

"Os chineses são nossos maiores compradores, sendo que toda essa produção é adquirida pela Cofco. E os dirigentes dessa empresa me garantiram que tudo o que aumentarmos de produção, eles compram".

Recebeu R$ 95 milhões do orçamento secreto

Soraya teria recebido a enorme quantia de R$ 95,2 milhões das emendas do orçamento secreto nos últimos três anos. Como ela mesmo postou em seu Twitter, no dia 2 de abril:

"Meu MS está cansado de ser deixado para trás, e eu o ajudarei com tudo o que for possível."

Curiosamente, é nesse mesmo Estado que a família de Soraya é dona de uma grande rede de motéis. Faz todo tipo de demagogia para tentar esconder que a verba é utilizada para atender seus próprios interesses e de sua família, mas também sua base eleitoral e garantir seus votos com verba pública.

Também defendeu a reforma trabalhista e da previdência

A reforma trabalhista é responsável pela precarização do trabalho que afeta principalmente as mulheres. Além disso, votou a favor da maioria dos projetos de Bolsonaro, responsáveis por despejar a crise capitalista nas costas da classe trabalhadora, uma classe majoritariamente feminina. As cenas que vimos nos últimos tempos de aumento da miséria no país, com as filas do osso e do lixo, filas aumento do preço dos alimentos e do desemprego, são as marcas do Brasil do golpe institucional, hoje comandado por Bolsonaro e que contou com o apoio de gente como a senadora e hoje candidata presidencial Soraya Thronicke.

Tudo isso mostra como é necessário um feminismo socialista que aposte na força das trabalhadoras em aliança com os negros, LGBTs, indígenas e todos oprimidos e explorados. Um feminismo socialista, que aposta na luta de classes para derrotar o bolsonarismo e todos os ataques e reformas que despejam a crise capitalista nas nossas costas, e não pela via da aliança com a direita que vamos derrotar nossos inimigos, como faz o PT com a chapa Lula/Alckmin. É defendendo um programa com independência de classe que podemos fazer com que sejam os capitalistas que paguem pela crise, e não nós!




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