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Privatização da Eletrobras | Abaixo à privatização: Por uma Eletrobras 100% estatal, sob gestão operária e controle popular

Com a aprovação da privatização da Eletrobras pelo TCU, avança a passos largos a sanha privatista do governo Bolsonaro sob um dos setores mais fundamentais para a população, sujeitando cada vez mais o povo à sede de lucro dos capitalistas e a carestia de vida. É urgente uma batalha por uma Eletrobras 100% estatal e controlada pelos trabalhadores.

quinta-feira 19 de maio | Edição do dia

Na última quarta-feira (18) foi aprovado pelo TCU a privatização da Eletrobrás, avançando para a venda da estatal e entrega de mais um setor de serviços básicos à população para as mãos do empresariado privado. Impulsionada pelo novo ministro de minas e energia, Adolfo Sachsida, que chegou prometendo levar a cabo a política privatista vendilhona do governo Bolsonaro, a votação do TCU aprovou por 7 votos a 1 a entrega a estatal do setor de energia em um momento crítico de alta dos preços dos combustíveis, alimentícios e bens de consumo, com custo de vida elevado e salários ajustados abaixo do índice de inflação.

A conta de energia, que inclusive foi uma das grandes bombas no colo dos trabalhadores durante o auge da crise da pandemia, diferentemente do que dizem os aliados de Bolsonaro e o setor privado, tende a encarecer com a venda da estatal, dado que o serviço tão caro à população servirá, agora, para gerar margem de lucro aos capitalistas, o que também ocasionará não só o encarecimento, mas a precarização do próprio serviço.

Um claro exemplo do que significa a privatização no setor de energia foi o caos do apagão no estado do Amapá no final do ano de 2020, período onde a população já sofria as sérias consequências de crises sanitária e econômica. O estado do Amapá teve 5 blackouts, que juntos, deixaram o estado completamente sem energia durante quase 1 mês. O episódio que levou o estado a decretar estado de emergência começou justamente por um incêndio em uma subestação de energia gerida pela companhia privada estrangeira Gemini Energy, que não possuía nem mesmo equipamentos de combate ao fogo quando uma bucha de um dos transformadores pegou fogo, levando ao colapso de toda a subestação. A precarização do serviço em nome do lucro da empresa estrangeira levou um estado brasileiro inteiro à beira do colapso, com a maior parte da população perdendo alimentos e até mesmo acesso à água.

A situação do estado somente foi normalizada após auxílio e intervenção, justamente, da Eletrobrás, que na época, já vinha sendo ameaçada com a privatização pelo governo Bolsonaro.

A privatização vem no bojo de uma série de ataques aos setores energéticos, que abarca também a Petrobrás, empresa que o próprio Sachsida já encomendou estudos para a privatização na mesma semana em que declarou que o preço dos combustíveis não irá diminuir, escancarando a verdadeira face das privatizações e de como o povo irá sair perdendo.

Bolsonaro, Mourão, Congresso Nacional e o Judiciário, aprofundando as medidas dos golpistas de 2016, colocam o Brasil à venda com suas privatizações. A privatização da Eletrobras é uma marca profunda contra a classe trabalhadora e o povo pobre. É um projeto implementado por Bolsonaro e a direita golpista para cumprir o que não puderam cumprir na década de 90, com um grande ascenso de lutas da classe contra a ditadura ainda quente no país.

Seja por privatização direta como se desenha acontecer com a Eletrobras, seja por parcerias público-privadas (PPP), que foi aprovada no primeiro governo Lula, em 2004, com leilões de fatias de estatais, não podemos deixar que se aprofundem, assim como os ataques. É essencial e urgente o combate às reformas e privatizações, projeto dos herdeiros do golpe institucional para salvar os bolsos dos capitalistas na crise econômica mundial que eles mesmos criaram.

Veja também: O Brasil à venda: as privatizações no governo Bolsonaro

Se coloca na ordem do dia a luta pela redução imediata da tarifa de conta de luz e por uma Eletrobras 100% estatal, sob gestão operária e controle popular, porque não é possível que se alastre em todo o país o apagão que ocorreu no Amapá em 2020, também fruto da privatização. É urgente que sejam os trabalhadores que gestionem nossos recursos, sob controle dos usuários, que somos os que sabemos as reais necessidade.

Para isso, é necessário a unidade da classe trabalhadora, entre efetivos e terceirizados, lado a lado dos petroleiros, tendo na sua linha de frente os setores oprimidos que mais sofrem com o descarrego da crise econômica. A CUT, a CTB e a União Nacional dos Estudantes, centrais sindicais e entidade estudantil dirigidas pelo PT e pelo PCdoB, colocam sua força para eleger Lula, que está se propondo a gerir o regime político herdeiro do golpe de 2016, que já implementou formas de privatização em seus anos de governo, e para isso está com Alckmin, espancador de professor, ladrão de merenda e grande implementador de privatizações, como as do metrô de São Paulo. Assim, é necessário que batalhemos para romper com essas direções burocráticas que atuam em prol da "governabilidade", nos organizando em cada local de trabalho e estudo, que era o que essas direções deveriam estar promovendo com assembleias.

Por uma Eletrobras 100% estatal, sob gestão operária e controle popular!




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