Sociedade

COLAPSO DA SAÚDE NO AMAZONAS

Amazonas tem fila de quase 400 pacientes com Covid aguardando remoção para outras cidades

O descaso, negacionismo e interesse desse regime golpista em jogar a crise nas costas da classe trabalhadora, levou o Amazonas a ser o primeiro estado que enfrenta um colapso, novamente, no seu sistema de saúde devido a pandemia. A fila para remoção de paciente já é de quase 400 pessoas, com uma fila paralela para obtenção de leitos em UTI. Pessoas seguem sem respirar por falta de oxigênio, enquanto governos não atuam para combater a pandemia.

quinta-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

Foto: AFP / Michael DANTAS

De acordo com o Ministério Público e as Defensorias, há centenas de pedidos de leitos clínicos e de UTI em aberto no Amazonas. Os órgãos argumentam que falta segurança jurídica para a realização das transferências, em razão das dezenas das liminares obtidas em juízos estaduais. A fila de espera para a remoção de pacientes para outras cidades, segundo o MPF e as Defensorias, chega a 398 pedidos, dos quais 356 são para pacientes de covid-19, incluindo capital e interior.

Os órgãos de controle também argumentam que a situação está grave a ponto de existirem ‘filas paralelas’ por obtenção de leitos de UTI: uma organizada pelo governo do Estado e outra de pessoas que conseguiram liminar na Justiça pelo atendimento imediato. "Assim, não se sabe sequer qual liminar está sendo atendida primeiro: se a que foi deferida por primeiro, a que aplica multa maior, a que bloqueia verbas estaduais, nada", pontuam.

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Relata-se ainda que diversas cidades do interior não contam com nenhum leito de UTI e que na capital, Manaus, os pacientes sofrem com atendimento precário, realizado em ambientes sem estrutura, e com a escassez de oxigênio. "A todo instante, apesar da propaganda governamental, o que se observa é a demora injustificada para a realização das transferências de pacientes e a crescente demanda por leitos não apenas de UTI, mas também de leitos clínicos", escrevem na representação.

Ao Estadão, Arlindo Gonçalves, defensor público do Núcleo de Defesa da Saúde do Amazonas, relata que somente os pacientes em situação de risco moderada estão sendo transferidos para outros Estados. Segundo Gonçalves, o governo do Estado deixa de fazer o procedimento em quem apresenta quadro grave, alegando que essas pessoas não teriam condições de fazer as viagens. "Os pacientes mais graves definham tanto na capital quanto no interior, e muitos terminam indo a óbito, diariamente, em verdadeira desassistência, uma vez que não tem acesso a uma unidade de terapia intensiva", diz.

Conteúdo Agência Estado.




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