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Ataque violento | Em ataque à escola na Bahia, aluna cadeirante é assassinada

Atirador era aluno matriculado, mas não frequentava as aulas.

segunda-feira 26 de setembro | Edição do dia

Na manhã desta segunda-feira (26), um aluno realizou um ataque à tiros em uma escola na cidade de Barreiras, na Bahia. Vestido de preto e carregando um facão e uma arma de fogo, o aluno atirou contra os demais estudantes, matando uma aluna cadeirante.

O aluno autor do ataque foi baleado e socorrido logo em seguida pelo Serviço de Atendimento Móvel de urgência (SAMU). Não há informações sobre o estado de saúde dele.

Este é mais um caso de ataque violento em uma escola, recorrentes em países como os Estados Unidos, países com legislação armamentista bem mais aberta e uma cultura de armamento impulsionada pela indústria bélica, ao mesmo tempo que problemas como racismo, misoginia, discurso de ódio e contra as minorias são históricos e cada vez mais profundos. No brasil já aconteceram alguns massacres, como o Massacre de Realengo, um ataque brutal realizando por um estudante em uma escola municipal do Rio de Janeiro, mas inegavelmente, esses casos de brutalidade extrema aumentaram consideravelmente com o fenômeno do bolsonarismo, que trouxe justamente todos os elementos de discurso de ódio às minorias nos discursos de Bolsonaro, juntamente com o discurso pró-armas e, posteriormente, o afrouxamento das leis de armamento no Brasil. Desde o final do ano de 2017, período pós-golpe, onde Bolsonaro já despontava como uma figura reacionária, inflando saudações a torturadores da ditadura, aconteceram diversos massacres, sendo um deles o massacre do colégio Goyases. Mas, posteriormente, em seu governo, o massacre mais memorável aconteceu em Suzano, São Paulo. Um aluno atirador matou 10 estudantes, feriu 11 e em seguida se suicidou. Tendo planejado a ação via chans (tipos de fóruns anônimos de troca de fotos e imagens com diversas ocorrências de apologia a terrorismo e discurso de ódio), o atirador era entusiasta de armas e fã de Bolsonaro.

A política e o discurso higienista de Bolsonaro acaba impulsionando o discurso de ódio, desde a sua base mais volátil até mesmo a sua base mais dura e reacionária, fazendo com que, em última instância, se torne cada vez mais comuns verdadeiras atrocidades como essa.

Nós do Esquerda Diário repudiamos a cultura do discurso de ódio armado, que Jair Bolsonaro leva a cabo em seu mandato presidencial, com o seu ódio aos pobres e sua política de morte ao povo.

Toda solidariedade à família da aluna Geane da Silva Brito, que teve sua vida interrompida tragicamente.




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