RACISMO

Estudante é nomeado como “Cara Negro” em anuário de escola nos EUA

Um estudante do ensino médio foi identificado como “Cara Negro” na legenda do anuário da escola nos Estados Unidos. O caso aconteceu na cidade de Nashville em Indiana e foi divulgado pelo jornal NY Post.

quarta-feira 21 de outubro| Edição do dia

De acordo com o jornal, a foto do anuário era do time de basquete da escola, que tem uma maioria de estudantes brancos. Enquanto todos os estudantes têm seus nomes e sobrenomes escritos, para o jovem negro consta “Cara Negro” na legenda.

Este fato mostra mais uma evidência do racismo estrutural presente nos Estados Unidos, cujo combate vem tomando as ruas do país em resposta aos sistemáticos casos de brutal violência policial.

Desde o início do ano, mesmo após o assassinato de George Floyd e a onda de protestos do movimento Black Lives Matter, novos casos estão ocorrendo e seguem impunes. É o caso de Breonna Tylor, assassinada por policiais dentro de sua própria casa no mês de março no Kentucky, que fez reacender manifestações contra a violência policial e o racismo no país.

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O policial Derek Chauvin, assassino de George Floyd, pagou a fiança de 1 milhão de dólares arrecadados por supremacistas brancos e aguarda o julgamento livre.

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Jacob Blake também foi outra vitima da violência policial racista, tomando 7 tiros em suas costas. Outro caso que também aconteceu após o assassinato de George Floyd, e que reascendeu um pouco a chama da luta antirracista nos EUA.

Na principal potência imperialista do mundo é isso que reservam para os negros. O racismo institucional desde o inicio de suas vidas, e a violência policial contra qualquer resposta por parte de negros e negras.

Mesmo após a fúria negra se erguer nos EUA contra a polícia, casos como o garoto vitima de racismo em seu anuário escolar, ainda seguem, assim como os inúmeros e brutais casos de violência policial.

Se enfrentar com o racismo para derrotá-lo, exige se enfrentar com o capitalismo. As demandas que surgiram da luta negra nos EUA apontam um caminho de enfrentamento contra a violência policial, mas a derrota do racismo só vira com os canhões dessa fúria apontados para o capitalismo.




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