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Misoginia | General Heleno escancara misoginia do governo Bolsonaro em post contra mulheres da esquerda

Mais uma expressão do machismo e misoginia do governo Bolsonaro e dos militares desta vez o ministro do Gabinete de Segurança Institucional de Bolsonaro, general Augusto Heleno, atacou mulheres parlamentares do PT e do PCdoB em um post nas redes sociais, dizendo ainda que estava defendendo o “imbroxável” presidente Bolsonaro.

terça-feira 13 de setembro | Edição do dia

Em uma postagem no WhatsApp, o general Augusto Heleno, ministro chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) atacou mulheres parlamentares do PT e do PCdoB através de uma charge da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e das deputadas Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Maria do Rosário (PT-RS) e Benedita da Silva (PT-RJ) sob o título "PT manda sua tropa de canhões provar que Bolsonaro não é imbroxável"

Essa é apenas mais uma expressão do machismo e misoginia que o governo Bolsonaro, os militares e a extrema-direita reacionária utilizam para atacar as mulheres e seus direitos, uma reação ao forte movimento de mulheres que se levantou nos últimos anos, porque identificam nas mulheres em luta um setor social que pode colocar um questionamento aos seus planos conservadores, de defesa da família tradicional, que na prática busca manter as duplas jornadas, a exploração do trabalho com as reformas, como também é a reforma da previdência, e o controle dos corpos da mulheres em nome do reacionarismo religioso.

Militares como Augusto Heleno alcançaram um peso cada vez maior no regime após o golpe institucional em 2016 e agora buscam intervir nas eleições através da fiscalização do processo eleitoral e tem sido usada por Bolsonaro para criar as condições propícias ao questionamento de sua provável derrota eleitoral.

Leia mais: TSE faz acordo com os militares para as Forças Armadas darem o seu aval nos resultados eleitorais

A extrema-direita seguirá mobilizada mesmo após as eleições, para enfrentar Bolsonaro, o avanço da violência machista e os feminicídios e as reformas só existe um caminho: a auto-organização dos trabalhadores ao lado das mulheres, negros, indígenas e LGBTQIA+, exigindo que as centrais sindicais, que estão numa trégua eterna com a extrema-direita, chamem um plano de lutas real organizado em cada local de trabalho, que possa realmente responder a situação precária, de fome e desemprego em que vive a classe trabalhadora e para que sejam os capitalistas que paguem pela crise, como parte de abrir espaço à luta por uma sociedade socialista, o que é imprescindível para a verdadeira emancipação das mulheres.




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