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Servidores RN | Governo Fátima (PT) não repassa empréstimos de servidores que ficam endividados com banco

Em meio a uma crise econômica que é descarregada nas costas dos trabalhadores em todo o país por Bolsonaro, Guedes, o Congresso e o Judiciário, os servidores públicos potiguares estão há meses sob ameaça de negativação dos seus nomes e recebendo cobranças do Banco do Brasil (instituição que concentra as contas-salário do serviço público estadual) devido a empréstimos consignados supostamente não pagos.

Marina AlvesEstudante de Letras - UFRN

sábado 22 de outubro de 2022 | Edição do dia

Nessa semana, Bolsonaro e Guedes já anunciaram que, se reeleitos, irão destruir o salário mínimo e aposentadoria, sem reajuste de correção da inflação. Em todo o país, a classe trabalhadora, os setores oprimidos e o povo pobre amargam uma crise econômica capitalista porque a corja de Bolsonaro, junto aos militares, ao centrão no Congresso, à direita e ao Judiciário, protege os lucros dos capitalistas, para fazer com que sejamos nós a pagar com fome, desemprego e inflação.

Veja também: Bolsonaro e Guedes propõem ataque nefasto ao salário e aposentadoria sem correção da inflação

No estado do Rio Grande do Norte, em que ⅓ da população vive em condições de extrema pobreza, por responsabilidade de Bolsonaro e Rogério Marinho, mas também das oligarquias arcaicas que arrasam a classe trabalhadora com a crise, o governo estadual de Fátima Bezerra (PT) se apropria da verba já descontada das folhas de pagamento dos trabalhadores para pagar consignados, porém ainda não a repassou para os bancos.

A Secretaria de Planejamento do Estado reconheceu o atraso referente apenas às parcelas de setembro e outubro, ignorando as queixas de trabalhadores que relatam atrasos de mais de um ano no repasse das verbas. A “significante perda de receita com a nova política do ICMS dos combustíveis, energia e telecomunicações", para o governo, justifica o absurdo em curso, o qual será supostamente consertado “nos próximos dias”, sem um prazo específico, ou seja, sem nenhuma garantia de fato para os servidores, privados de realizar novos empréstimos desde agosto e multados por uma dívida já devidamente quitada.

Os ataques à classe trabalhadora vêm se intensificando desde o golpe institucional de 2016. Particularmente no Rio Grande do Norte, o governo de Robinson Faria (na época, do PSD, hoje do PL), vigente até 2018, foi de caráter privatista e ceifador de direitos. Seu vice, Fábio Dantas (SDD), apesar de tentar se esquivar, dá continuidade à tradição defendendo, em sua recente campanha para governo do estado, o “enxugamento” da máquina pública, ou seja, a demissão arbitrária de servidores e a precarização dos serviços prestados. Por sua vez, Álvaro Dias (PSDB), apoiador de Dantas, terceiriza o transporte público em Natal e deixa a população à mercê de ônibus caindo aos pedaços, frota insuficiente e altas tarifas, assim como faz reunião com empresários para assediar trabalhadores para votar em Bolsonaro no segundo turno. Os ataques são inúmeros! Esses e demais símbolos da direita são inimigos declarados da classe trabalhadora, dos estudantes e dos setores oprimidos. Por outro lado, são melhores amigos de Bolsonaro, Damares e Paulo Guedes, que, a nível nacional, aplicam o reacionário projeto capitalista neoliberal.

Mas a classe trabalhadora potiguar vem demonstrando disposição de luta contra os ataques, por exemplo os trabalhadores da saúde, que no RN são parte da luta nacional da enfermagem pelo piso salarial. E também o descontentamento dos estudantes contra o confisco e cortes na educação de Bolsonaro e Victor Godoy, que atacam as universidades e institutos federais. Nesse sentido, é urgente que a CUT, a CTB e a UNE, centrais sindicais e entidade estudantil dirigidas pelo PT e PCdoB, organizem a luta nacionalmente contra Bolsonaro, a extrema-direita bolsonarista e os ataques, em cada local de trabalho e estudo.

É necessária uma política de independência de classe pela imediata revogação das reformas, garantia dos salários e direitos trabalhistas e para barrar a Reforma Administrativa, que atinge em cheio os servidores públicos e que Arthur Lira ja prometeu aprovar. Nessa luta, a conciliação de classes do PT demonstra não conseguir dar essa batalha, porque não será em alianças com a direita, como faz Lula com Alckmin, FIESP, bancos e o imperialismo estadunidense - garantindo que não revogarão nenhuma das reformas -, e como faz Fátima com sua reeleição com a oligarquia dos Alves como vice. Vale lembrar também que o governo de Fátima Bezerra foi responsável pela aprovação da Reforma da previdência no RN.

Nos inspiremos na força dos trabalhadores franceses que, impulsionados pela paralisação do setor petroleiro, realizaram uma greve geral unificada entre vários setores estratégicos contra a patronal e o governo reacionário. Organizemos os trabalhadores brasileiros contra a extrema direita, os bolsonaros e guedes. Façamos com que eles paguem pela crise! Pela revogação imediata de todas as reformas e ataques com a força da classe trabalhadora organizada nas ruas e sem alianças com a direita!




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