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Eleições 2022 | MRT apresenta pré-candidaturas de Maíra Machado e Marcello Pablito com professores e lutadores em Santo André

Neste sábado, 13, o Movimento Revolucionário de Trabalhadores apresentou em Santo André as pré-candidaturas da professora Maíra Machado, a Deputada Estadual, e do trabalhador da USP Marcello Pablito, a Deputado Federal. Maíra e Pablito são parte das candidaturas da esquerda socialista lançadas pelo Polo Socialista e Revolucionário, que buscam nessas eleições apresentar uma alternativa aos trabalhadores, jovens e oprimidos frente ao bolsonarismo e a crise atual, sem apoio à chapa Lula-Alckmin e sua conciliação com a direita.

segunda-feira 15 de agosto | Edição do dia

Neste dia 13 de agosto, o Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) apresentou em Santo André as candidaturas de Maíra Machado e de Marcello Pablito. O evento aconteceu no centro da cidade, no bar A praieira, e contou com ampla participação de professores e trabalhadores da educação da região do ABC, da zona leste e de outras regiões de São Paulo. Também estiveram presentes trabalhadores da indústria, da área da saúde e assistência e de outras categorias, além de estudantes da Universidade Federal do ABC (UFABC), da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), da Universidade de São Paulo (USP) entre outras.

Virgínia Guitzel, estudante da UFABC conduziu o bate papo dos candidatos, que começou com Marcello Pablito, que é candidato a Deputado Federal. Pablito falou sobre a situação de profundos ataques aos direitos dos trabalhadores e jovens no Brasil, com destaque à população negra, indígena, LGBTQIAP+ e mulheres, que vieram enfrentando a fome, o desemprego, precarização da reforma trabalhista e a violência policial. Ataques estes que se intensificaram com Bolsonaro e são o verdadeiro tom do "Estado Democrático de Direito" defendido neste momento por banqueiros, a FIESP em um pacto de conciliação levado adiante pela burguesia brasileira que apoiou o golpe institucional de 2016 e aposta na Chapa Lula-Alckmin para seguir seus planos econômicos e autoritarismo político, com o apoio das grandes direções sindicais, como a CUT, e estudantis, como a UNE. Pablito reforçou o chamado ao enfrentamento a todos os ataques e pela revogação integral de todas as reformas, com organização independente e um plano de lutas que precisa ser articulado pelas direções sindicais, no lugar da trégua que deram ao governo Bolsonaro.

Maíra concluiu o bate-papo resgatando o histórico de luta dos professores, como os professores do Piauí e de Minas Gerais, que fizeram greves fortes em defesa de seus direitos corroídos pela crise, combatendo governos que querem que os trabalhadores paguem pela crise. Resgatou também a resistência dos professores de São Paulo na verdadeira praça de guerra que foi a votação da reforma da previdência na Alesp. Maíra mostrou como a Fiesp que hoje diz defender a democracia foi ativa apoiadora da própria Ditadura Militar brasileira, e que inclusive apoiou o golpe institucional de 2016, usando sua sede na Paulista para servir filé mignon e champanhe à direita conservadora que apoiou todos os ajustes e o aumento da miséria contra a classe trabalhadora. Contou também como a falsificação da história é feita colocando a leitura da carta de 77, feita por um integralista, o Gofreddo Teles, como a semente que derrubou o regime autoritário, quando na verdade a semente e força que lançou derrubou a Ditadura veio primeiro das fortíssimas greves de 1968 em Contagem-MG e Osasco-SP, retornando com um ultimato aos militares nas grandes greves do ABC paulista do final dos 70 e início dos anos 80.

Maíra concluiu com um chamado ao apoio ativo à campanha militante que o MRT está impulsionando, sem confiança na passividade e demagogias que hoje se expressam no pacto que Lula e o PT fazem com banqueiros e grandes empresários, ilustrado pela sua chapa com Alckmin, que os professores conhecem bem e não esperam nada em favor dos trabalhadores vindos dessas alianças.

Após o bate-papo o evento seguiu com confraternização e troca de ideias sobre a campanha, ao som do grupo Samba dos Guichabeiras e discotecagem de Thiagão Mauá.

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Veja também: Editorial MRT - Enfrentar o bolsonarismo e a direita na luta de classes




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