Gênero e sexualidade

FEMINICÍDIO

Modelo negra é assassinada por ex-namorado em Santa Catarina

Daiana dos Santos da Silva, 27 anos, modelo fotográfica negra, foi morta a facadas na manhã desta quinta-feira, 26, quando ia para o seu local de trabalho em um salão de beleza em Blumenau (SC).

quinta-feira 26 de novembro de 2020| Edição do dia

Imagem: Reprodução/Instagram

A moça foi atingida no pescoço e do tórax, ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O autor do crime brutal de feminicídio, segundo a polícia, é um ex-namorado da modelo, que foi preso. As informações são do G1.

O ataque a Daiana ocorreu na região central da cidade do Vale do Itajaí. Além de atuar profissionalmente como modelo fotográfico, Daiana era cabeleireira especialista nos cabelos cacheados e crespos e utilizava as redes sociais para divulgar seu trabalho de valorização da estética negra.

Segundo o site Catraca Livre, esse é o terceiro caso de feminicídio em Santa Catarina em uma semana. No último domingo, dia 22, Lurdes Maria Tasca, 49 anos, foi morta pelo companheiro em Joinville, também no Vale do Itajaí. Na segunda-feira, 23, uma outra mulher foi vítima novamente da violência do machismo e o capitalismo. Ela tinha 37 anos e foi morta com um tiro na cabeça em frente dos filhos por seu ex-companheiro em Araquari.

São três mulheres assassinadas por dia, vítimas do crime de feminicídio, no Brasil. Durante o período de 2000 a 2010, mais de 50 mil mulheres foram vítimas fatais da violência doméstica e a cada dois segundos, uma mulher é espancada.

A pandemia mostra a extrema necessidade de que existam abrigos abertos e seguros para as mulheres, com medidas sanitárias adequadas para que as residentes doentes possam estar em quarentena apropriada para preservar a vida delas e dos funcionários, sem superlotação de quartos, podendo, por exemplo, colocar casas vazias, dormitórios e hotéis a serviço do combate à violência contra a mulher. Junto a isso, é necessário atendimento psicológico a todas as mulheres e um salário mínimo de 2 mil reais a todas, que muitas vezes são dependentes financeiramente de seus companheiros. Além disso, também é necessária a licença remunerada dos trabalhos não essenciais e a criação de empregos e subsídios pra mulheres desempregadas.

Isso só pode ser garantido através da luta organizada dos setores oprimidos junto a classe trabalhadora. Com um programa para que sejam os capitalistas que paguem pela crise é possível garantir a vida das mulheres agredidas e também o direito ao aborto legal, seguro e gratuito.




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