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Meio Ambiente | Na ONU, Bolsonaro, ecocida, mente sobre crescimento sustentável e inclusivo

Bolsonaro discursou na assembleia geral da ONU nesta terça-feira com ameaças golpistas contidas e a reivindicação das reformas e privatizações a gosto da burguesia, acompanhado de um discurso eleitoral banhado de demagogia, falou de ter proporcionado um crescimento “sustentável e inclusivo” que nunca ninguém nem viu.

quarta-feira 21 de setembro | Edição do dia

Foto de TIMOTHY A. CLARY / AFP

A análise completa do discurso de Bolsonaro pode ser lida aqui, onde fez campanha eleitoral e deu sinalizações internacionais importantes, contra as sanções à Rússia e à guerra, com demagogia sobre a pandemia prostrando o Brasil como exemplo de gestão dessa em cima de quase 700 mil mortes pelo coronavírus, endeusando as privatizações e reformas e divulgando avanços econômicos a partir das reformas e privatizações cujos números escondem uma precarização ímpar das condições de vida da classe trabalhadora e do povo pobre. Aqui, vamos focar em dois elementos colocados por Bolsonaro, a sustentabilidade do seu suposto crescimento e a inclusão, destacados em seu discurso.

Um mês atrás, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) anunciou nesta que a área de floresta desmatada da Amazônia Legal em 2022 foi a maior dos últimos 15 anos, totalizando uma área onde caberia sete vezes a megalópole São Paulo. Poucos dias antes, o céu desta megalópole amanheceu ainda mais cinza, com cheiro de queimada cobrindo três das quatro principais regiões, como consequência destas queimadas. Já o Pantanal, tem sofrido os efeitos dos agrotóxicos, da remoção da vegetação e da construção de hidrovias, ao ponto de rios sofrerem assoreamento dos rios, o que tem intensificado inundações e destruído o bioma.

Isso é fruto da reacionária política de Bolsonaro ao lado do agronegócio e das madeireiras que avançam junto ao Congresso Nacional sobre as nossas florestas, promovendo tudo menos sustentabilidade, mas sim o avanço da destruição da Amazônia e outros biomas brasileiros. Combinado a isso, a inclusão que alega no crescimento econômico só pode ser a inclusão na maior precarização e imprevisibilidade na vida da classe trabalhadora, já que junto com os recordes em destruição de natureza, Bolsonaro também carrega recorde na informalidade.

A queda no desemprego que Bolsonaro quis ostentar na ONU é na realidade puxada pelo aumento da taxa de informalidade, que chegou em 39,8% da população ocupada, chegando a 39,3 milhões de trabalhadores informais. Estas condições são fruto do desespero do desemprego somado às condições de trabalho impostas pela Reforma Trabalhista e da Terceirização Irrestrita, que atingem com mais força justamente as mulheres e negros. A suposta inclusão encontra também seus limites nos cortes realizados por Bolsonaro e pelo Congresso Nacional, que implementa cortes em programas como o Programa Nacional de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiência desde 2020.

Por isso, é necessário enfrentar o bolsonarismo que independente do resultado das eleições seguirá como força social de extrema-direita no país. Enquanto Bolsonaro se vangloria da taxa de desemprego na assembleia da ONU, os trabalhadores vivem índices de informalidade sem precedentes, fruto das reformas trabalhista e da previdência, assim, como da tercerização irrestrita implementada por Bolsonaro, pelo Congresso Nacional e com e benção do STF para a precarização da vida da classe trabalhadora. Por isso, é necessário fortalecer uma saída da classe trabalhadora, sem aliança com a direita que esteve junto a todos estes ataques e os patrões, como faz Lula-Alckmin que já prometeram não revogar as formas, nem sequer falar em rever privatizações.




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