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Reacionarismo | Odioso Bolsonaro culpabiliza quem está abaixo da linha da pobreza e minimiza a fome na Rede Vida

Em sabatina da Rede Vida, Jair Bolsonaro novamente destila seu ódio contra aqueles que mais sofrem com a crise: a população abaixo da linha de pobreza, sobre os quais teve a pachorra de afirmar que “foram acostumadas ao longo dos anos a não se preocupar”, do alto da sua família cujo filho gastou R$ 3 milhões em dinheiro vivo para comprar imóveis.

quinta-feira 22 de setembro | Edição do dia

O desprezo de Bolsonaro contra a classe trabalhadora e a população pobre não é novidade. Ao passo que se vangloria da recente queda na taxa de desemprego, não só omite o aumento recorde na informalidade, como fala de alvarás para vender cachorro-quente e abrir salões de beleza, fortalecendo a saída da ausência de direitos trabalhistas, caminho que foi peça chave para pavimentar junto ao Congresso Nacional e ao STF com a Reforma Trabalhista.

Bolsonaro disse que as pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza, ou seja, com menos de 1,9 dólares para sobreviver por dia, estão acostumadas a viver assim e por isso não se preocupam com resoluções, além de indicar o uso do Auxílio Brasil, esta medida demagógica e eleitoreira, que não tem previsão para 2022. Os dados de junho de 2022 indica que 63 milhões de brasileiros vivem nestas condições, o que não será abarcado pelo limitado projeto de Bolsonaro. Este que também minimizou a fome que assola a população, afirmando que “não é esse número todo”, sendo estes 33 milhões com fome e 58,7% dos brasileiros com insegurança alimentar. Não é este número todo porque do alto do seu gabinete sobram verbas para pães, leite condensado, e luxuosas carnes para os militares, enquanto na vida da população a fila do osso e do lixo seguem uma realidade.

Bolsonaro tampouco perdeu a oportunidade de atacar o direito das mulheres e pessoas que gestam ao aborto, que segue sem ser garantido no Brasil, atacou a defesa da legalização das drogas, o que pouco surpreende para alguém que celebrou cinicamente a chacina da Vila Cruzeiro no Rio de Janeiro neste ano, onde a campanha de Cláudio Castro está banhada em sangue negro. No país que mais mata pessoas trans e travestis do mundo, a “ideologia de gênero” tampouco pôde passar ilesa e a propagandização de mulheres belas, recatadas e do lar na medidade do seu antecessor Temer que hoje se faz de desentendido.

Não podem nos restar dúvidas: para derrotar o bolsonarismo e a fome é necessário o caminho da luta de classes, com um plano de lutas convocado pela CUT, CTB e UNE para unir os trabalhadores sem aliança com os patrões e a direita, como defendem as candidaturas de Marcelo Pablito e Maíra Machado em São Paulo, Carolina Cacau no Rio de Janeiro, Flávia Vale em Minas Gerais e Valéria Müller no Rio Grande do Sul.




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