Educação

RETORNO ÀS AULAS EM SP

Professora Maíra Machado rebate Doria e seu anúncio de retorno às aulas

Professora Maíra Machado (MRT), diretora da APEOESP pela oposição e pré-candidata a vereadora na cidade de Santo André (ABC), denuncia e se coloca contra a decisão do retorno às aulas no Estado de São Paulo, que foi anunciado agora em coletiva de imprensa do Governador João Doria (PSDB). Exige que os professores eventuais e categoria O recebam imediatamente o pagamento da jornada básica de trabalho e que sejam as comunidades escolares que decidam sobre o retorno às atividades escolares.

sexta-feira 7 de agosto| Edição do dia

Na coletiva, ficou claro a pegadinha de que o governo já coloca desde o início dizendo que as aulas retornam em 7 de outubro, mas para aqueles que precisam de reforço escolar ou que precisam de acolhimento, as escolas já poderiam retornar no dia 8 de setembro. Ou seja, os alunos com mais dificuldade são aqueles que terão que se expor antes ao risco de contaminação.

Doria falou que agora vai garantir sabão nas escolas, ou seja, já escancara a precariedade que ele mesmo sabe que as escolas estaduais vivem enquanto ele segue governando para os grandes empresários.

O governo toma essa decisão sem ao menos chamar às comunidades escolares para debaterem, exatamente porque essa medida tem o intuito de responder ao mercado e não de proteger a vida da classe trabalhadora e da juventude.

Doria ainda faz uma homenagem aos pais, lembrando da ditadura militar, como se ele não fosse hoje um dos chefes da polícia mais assassina do mundo, que mata a população pobre, sendo em sua grande maioria negra, sendo exatamente estes os alunos e seus responsáveis os principais alvos de suas balas.

Já o secretário Rossieli Soares derramou suas lágrimas de crocodilo dizendo que se preocupa com os alunos que estão depressivos sentindo falta da escola, sendo que na verdade é o próprio governo, com seu descaso, que está afundando as nossas vidas, precarizando e atacando os poucos direitos que ainda nos resta, deixando os alunos e suas famílias sem cestas básicas e ainda 35 mil professores sem salário há 5 meses.

Nós professoras e professores não somos heróis como o secretário colocou, nós trabalhamos duro desde nossas casas para tentar ao máximo manter o ensino a distância, ensino esse que o governo também não garantiu para mais da metade dos nossos alunos e ainda para os professores eventuais e categoria O.

Maira Machado faz um chamado para que todos façamos uma mobilização em nossas escolas para impor ao governo de que essa decisão de retorno deve vir dos educadores, funcionários, alunos e seus responsáveis. Ainda, exige o pagamento da jornada básica imediatamente as professoras e professores eventuais e categoria O.




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