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UNICAMP | Terceirizadas do RU-Unicamp têm empregos em risco: lutemos pela manutenção de todos os postos de trabalho

As trabalhadoras e trabalhadores terceirizados do Restaurante Universitário da Unicamp, em meio pandemia, mesmo sendo um setor essencial para o funcionamento da universidade, estão com o risco de perderem os seus empregos devido a troca de licitação da empresa que administra o bandejão. É dever do conjunto dos estudantes estarem ao lado desses trabalhadores em defesa da manutenção de seus postos de trabalho. Nenhuma família na rua!

quinta-feira 17 de junho | Edição do dia

Foto: Arquivo

Em meio a pandemia, que no Brasil está em seu pior momento, com altas de infecções e mortes, as trabalhadoras terceirizadas do Restaurante Universitário (RU) da Unicamp estão sendo ameaçadas de serem demitidas frente à troca de licitação da empresa que administrará o RU, que atualmente é gerido pela Funcamp (Fundação privada gerida pela Unicamp). Não é a primeira vez que essas trabalhadoras, que em sua grande maioria são mulheres negras, têm a insegurança de continuarem em seus empregos, como foi em 2019, com a demissão de 330 trabalhadores do RU e do trabalhador cipeiro do bandejão Sidney Silva, que foi demitido após falar na Assembleia Universitária.

Veja também: Pela reintegração e os direitos de Sidney, demitido por falar na assembleia da Unicamp

Esse é o caráter da terceirização, que na Unicamp, sob a reitoria de Knóbel, veio ganhando cada vez mais espaço, permitindo que mesmo em meio a uma pandemia que já registra mais de 480 mil mortes, fruto da gestão de Bolsonaro e seu governo de militares, mas também de governadores como João Doria, que pouco fizeram para barrar o avanço da pandemia. Assim como STF e Congresso, que estiveram junto ao governo federal para aprofundar as reformas e ataques ao conjunto da classe trabalhadora, precarizando o trabalho, demitindo, e diminuindo salários e direito, em um cenário onde o desemprego já atinge quase 15% da população.

Frente ao descaso da Funcamp e da Reitoria com esse setor de trabalhadores que são essenciais para o funcionamento da universidade, que não pararam de trabalhar em nenhum momento desde o início da pandemia, que não tiveram acesso a EPIs de qualidade e condições adequada de trabalho, levou a morte de duas trabalhadoras do bandejão, Edvânia e Lourdes. A reitoria, agora sob a gestão de Tom Zé, que já na antidemocrática consulta para reitoria, não mostrou nenhum compromisso com esses trabalhadores, ainda não se pronunciou sobre essa grande ameaça de demissão mostrando sua total conivência.

Nós da Juventude Faísca, sempre nos colocamos contra a terceirização, lutamos para que todos os trabalhadores terceirizados da Unicamp sejam efetivados sem necessidade de concurso público e que possam ter os mesmos direitos de qualquer trabalhador efetivo da universidade. Fazemos um chamado ao conjunto dos estudantes, aos Centros Acadêmicos e DCE, e aos trabalhadores efetivos, a partir do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) a se colocarem em total apoio as trabalhadores e trabalhadores terceirizados na defesa de seus empregos, exigindo a garantia de manutenção de todos os postos de trabalho, com igual salário e direitos.

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