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Terceirizados da saúde | Terceirizadas protestam contra falta de pagamento de verbas de rescisão em Salvador (BA)

Terceirizadas protestaram ontem na porta do Hospital Manoel Vitorino, contra o não pagamento de verbas e rescisão contratual. 300 pessoas foram dispensadas e também não houve pagamento de salário no mês de junho. Essa é a política de Rui Costa (PT), em conluio com as empresas terceirizadas, para atacar esse setor precarizado, mas que segue na linha de frente do combate à pandemia, sendo fundamentais para salvar vidas.

quarta-feira 4 de agosto | Edição do dia

Imagem: Divulgação/ Sindisaúde

Algumas trabalhadoras e trabalhadores terceirizados do Hospital Manoel Vitorino, no bairro de Nazaré, em Salvador (BA), protestaram em frente à unidade hospitalar, na manhã de ontem, terça-feira (3), contra o não pagamento de verbas de rescisão contratual.

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O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindisaúde) afirma que cerca de 300 pessoas foram dispensadas e, além disso, não houve pagamento de salário no mês de junho.

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Tanto a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) quanto a empresa terceirizada ficam naquele velho jogo de empurrar o calote uma para a outra, enquanto quem sofre são as terceirizadas e terceirizados, como acontece em várias regiões do Brasil. A Secretaria disse em nota que responsabilidade do pagamento dos direitos trabalhistas referentes às rescisões é do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Administração Hospitalar (IBDAH), Organização Social que não faz mais a gestão do hospital.

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O governador Rui Costa (PT) e o ex-secretário de Saúde Fábio Vilas-Boas, junto com o IBDAH empurram essas trabalhadoras terceirizadas para o desemprego e a miséria em meio a pandemia. Como sabemos, as terceirizadas, em especial as trabalhadoras negras, são as que tem os postos de trabalho mais precários, e mesmo assim seguem na linha de frente do combate à pandemia, ajudando a salvar vidas, o que demonstra o quão repugnante e odioso são esses ataques a esse setor da classe trabalhadora.

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Infelizmente não surpreende esses ataques, tendo em vista a índole do próprio ex-secretário Vilas-Boas, que xingou de "vagabunda" uma chef de cozinha e pediu exoneração ontem (3). Machismo e uma série de ataques contra a classe trabalhadora: essa é a política do governo da Bahia de Rui Costa, em conluio com os empresários e a burguesia.

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