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Luta da saúde em SP | Trabalhadores da saúde municipal fazem ato exigindo contratações em SP

Depois que a Justiça proibiu a greve dos médicos da APS em São Paulo, trabalhadores da saúde municipal fizeram um ato em frente a Prefeitura reivindicando contratação de mais profissionais e denunciando a sobrecarga que estão sofrendo devido a onda da variante ômicron.

quarta-feira 19 de janeiro | Edição do dia

No ato, que ocorreu na tarde desta quarta-feira (19/1), estavam presentes diversos sindicatos da área da saúde, e diversos trabalhadores relataram a situação nas suas unidades de trabalho. Com a onda da variante ômicron do coronavírus, aumentou a demanda nas unidades de saúde, ao mesmo tempo que um número considerável de trabalhadores está afastado por a terem se contaminado.

Esta situação levou a que a carga de trabalho tenha aumentando muito para aqueles que estão trabalhando, em uma situação similar a que ocorreu em outros locais, como nos aeroportos. Os médicos da Atenção Primária de Saúde (APS) haviam marcado para iniciar uma greve, porém foram proibidos pela Justiça reacionária, amiga do prefeito Ricardo Nunes.

Leia mais: Justiça golpista proíbe greve de médicos por mais contratações diante da nova onda da COVID

Após 2 anos de pandemia, o que se vê é que os governos não se prepararam para de fato enfrentar o coronavírus, e agora a população sofre com a onda da altamente transmissível variante ômicron, somada ao surto de gripe, que leva a filas de espera de mais de 4 horas em hospitais públicos.

Seria necessário se aumentasse a quantidade de trabalhadores da saúde, que fossem abertos mais leitos e unidades da saúde, bem como que se planejasse a produção para atender as necessidades de testes, que hoje faltam nas farmácias e UBSs, e outros insumos fundamentais para a pandemia. Apesar de fazerem propaganda de que São Paulo seria a "capital mundial da vacina", Doria e Nunes não tomaram medidas básicas, como a testagem massiva, e agora jogam o peso da crise sanitária nas costas da população e dos trabalhadores da saúde.

Izabella, Médica Generalista na Atenção Primária, trabalha em UBS na Zona Leste de São Paulo

Babi, trabalhadora do HU da USP e representante dos funcionários no Conselho Universitário.

Juliane, estudante de Letras na USP e militante da Juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária.




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