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Precarização | Trabalho precário, atrasos e calotes nos pagamentos de recenseadores atrasam o censo 2022

Em 2 meses apenas 26,7% dos setores censitários foram concluídos, a causa é a precarização do trabalho, atrasos e até calotes nos pagamentos dos recenseadores temporários, além dos cortes de verbas do governo Bolsonaro. O censo é realizado de 10 em 10 anos, o último foi em 2010 quando em 2 meses já haviam 80% do setores já concluídos. Em 2020 não houve censo por causa da pandemia e em 2021 pela política de cortes de Bolsonaro.

terça-feira 27 de setembro | Edição do dia

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Os cortes de verbas de Bolsonaro e o novo regime de trabalho ainda mais precário para os temporários, além de atrasos nos pagamentos são as causas de um censo que chegou em menos da metade das casas comparando com o último em 2010. Os dados atualizados nesta terça-feira (27) pelo instituto mostram que o censo contou apenas 95,7 milhões de pessoas no país até agora, menos da metade do esperado, que são 215 milhões.

A precarização dos trabalhadores do IBGE é um reflexo da reforma trabalhista aprovada no governo Temer e que Bolsonaro administra descarregando a crise sobre os trabalhadores. A reforma trabalhista passou em 2017 com a traição das grandes centrais sindicais como a CUT, dirigida pelo PT e a CTB, dirigida pelo PCdoB, além do apoio incondicional de figuras como Geraldo Alckmin hoje vice de Lula nas eleições. Lula que sequer promete revogar este brutal ataque contra toda a classe trabalhadora.

É preciso reorganizar as forças dos trabalhadores desde as bases, para batalhar, independente do resultado das eleições, por melhores condições de trabalho e salário. Nós do MRT e do Esquerda Diário estamos lado a lado com os trabalhadores do IBGE exigindo um aumento em todo o orçamento para a realização do censo 2022, 27% de aumento nos salários de todos os envolvidos no censo, pela garantia do pagamento do vale alimentação e do vale transporte para os recenseadores bem como a incorporação de todos os temporários no quadro efetivo dos trabalhadores do instituto com plenos direitos. Isso só é possível se enfrentando de frente com todo o regime do golpe para fazer com que os capitalistas paguem pela crise.

É preciso um plano de luta unificado organizado pelas grandes centrais sindicais citadas acima, ao invés de permanecerem nessa trégua ao governo Bolsonaro na esperança de eleger Lula e Alckmin como se estes fossem capazes de derrotar a extrema direita e Bolsonaro pela via eleitoral sendo que sequer na campanha prometem reverter algum ataque. Somente com a força da juventude e dos trabalhadores, unindo efetivos e temporários nas ruas é possível, com muita luta, reverter todos os ataques do regime do golpe institucional e impor uma transformação nas regras do jogo.

Escute o esquerda diário 5min gravado em agosto sobre o Trabalho precário no IBGE.




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