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Conciliação
Lira, um dos pilares do governo Bolsonaro, afirma que seu partido é base do governo Lula
Redação

O reacionário Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados e um dos principais pilares de sustentação do governo Bolsonaro, afirmou em entrevista que seu partido, PP, é base do governo Lula, deixando evidente como a conciliação abre espaço para a extrema-direita.

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Em entrevista à Folha de São Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados e um dos principais pilares de sustentação do governo Bolsonaro, Arthur Lira, afirmou que “a tendência natural é que um partido que indica um ministro ele passe a ser base de apoio do governo na Câmara.”. Essa afirmação se deu após o PP ganhar um ministério sob o comando de André Fufuca, cuja família enriqueceu através de trabalho escravo no Maranhão.

Lira já foi parte da aprovação do Arcabouço Fiscal, ataque neoliberal de Haddad, e agora se coloca abertamente como aliado do governo de conciliação de Lula-Alckmin. Na entrevista, Lira afirma que "Não há diferença entre PP, Republicanos, PSD, União Brasil, enfim, todos esses partidos que não fizeram parte da base de apoio da eleição do presidente Lula. [Alguns] aderiram num primeiro momento e outros aderiram agora, numa composição."

Isso deixa claro como a conciliação do governo Lula-Alckmin abre espaço para a extrema-direita. Lira disse que irá haver indicações para cargos na Caixa Econômica Federal e que eles irão contemplar vários partidos do centrão. Esses partidos estão buscando ganhar mais espaço dentro das instituições e o governo da Frente Ampla é um fator central para limpar o terreno para eles.

A declaração de Lira, longe de ser surpreendente, evidencia como a classe trabalhadora não pode confiar no governo Lula-Alckmin para resolver os problemas sociais aprofundados nos anos após o golpe institucional e o governo Bolsonaro. Ataques como a reforma trabalhista, a reforma da previdência e o novo ensino médio são medidas que a burguesia não irá abrir mão, e que os partidos do centrão foram parte ativa de aprovar. É urgente um plano de lutas contra esses ataques que seja independente do governo federal, convocado pelas centrais sindicais para que a classe trabalhadora possa derrubar na luta todos os ataques da burguesia.

 
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