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A seção “Esquerda em Debate” está aberta aos ativistas críticos à chapa de Lula e Alckmin, à política de conciliação de classes do PT e à diluição do PSOL com Alckmin e Marina Silva. Trata-se de uma tribuna aberta a militantes do PSOL e ativistas e intelectuais independentes. Nela, publicamos posições do MRT, mas também de setores da esquerda em um campo mais amplo com o intuito de cultivar o debate franco e aberto na esquerda brasileira. As posições contidas no texto são de responsabilidade dos firmantes e não refletem as posições do MRT. Envie também seu texto para essa seção aberta.

sexta-feira 2 de setembro | Edição do dia

No último dia 11 de agosto, estivemos nas ruas pelo fora Bolsonaro, contra os cortes de verbas das universidades, protestando contra a fome, o arrocho e o projeto golpista da extrema direita. Diante da grave crise social, é necessário seguir protestando, ao lado de realizar uma forte campanha eleitoral que afirme as pautas da classe trabalhadora e dos setores populares.

Unificar o calendário de lutas de setembro

O mês de setembro tem duas mobilizações muito próximas e temos que garantir a unificação desses calendários. A dispersão das lutas não ajuda em nada no necessário combate unificado que temos que fazer nas ruas contra o bolsonarismo. A CST vem participando das reuniões de construção do tradicional protesto do Grito dos Excluídos, no 7 setembro, que ocorre todos os anos desde 1995. Também estaremos presentes nos atos do dia 10 de setembro e iremos nas reuniões de sua construção quando forem chamadas. Mas essas duas datas, uma próxima da outra, não é algo bom para a massificação. Divididos, nós perdemos força e só quem ganha são os atos ultrarreacionários e autoritários da extrema direita. Unificados, articulados com um calendário de lutas, nós resistimos melhor. Somos favoráveis a dois protestos em setembro; o que não achamos correto são dois calendários próximos um do outro, neste momento. Poderíamos ter uma data unificada no início de setembro e uma segunda data mais próxima do final do mês, utilizando para isso o dia 28 de setembro (dia de luta pela legalização do aborto na América Latina e Caribe). Uma data que poderia ter novamente como o eixo o #EleNão. A nossa batalha é que a campanha Fora Bolsonaro, a CUT, a UNE, a CNBB, o MST e o MTST realizem uma nova reunião nacional para unificar os calendários, além de organizar em nossos sindicatos e entidades de base nossa autodefesa coletiva para essas jornadas. Exigimos das direções majoritárias a unidade na luta de rua contra Bolsonaro, sem dispersar forças. Considerando que ocorrem 3 campanhas salariais importantes simultaneamente, Correios, Petrobras e Bancários, seria fundamental a unificação dessas campanhas para fortalecer os calendários de luta.

A frente ampla de Lula/Alckmin não é a solução

Ao lado da luta unificada, temos que construir a independência política da classe trabalhadora e dos setores populares nas eleições. A unidade com os patrões, empresários da FIESP e FEBRABAN não serve. Os patrões e seus representantes jamais vão entrar numa coligação ou aliança para perder algo. Querem seguir explorando os trabalhadores, arrochando salários e direitos. Justamente por isso, a frente ampla de Lula/Alckmin não é uma alternativa. Agora mesmo, no dia 11/8, esses empresários tentaram sequestrar nosso protesto: Fiesp, FEBRABAN, grandes banqueiros e empresários tentaram transformar o ato do dia do estudante em leituras de cartas em defesa do “estado democrático de direito”, tentando dar um caráter institucional e não combativo ao protesto. Tentaram bloquear as reivindicações operárias e populares, silenciar a luta pelo salário, contra as demissões, contra o corte de verbas e contra a política econômica de Guedes (que os patrões defendem). Além do mais, sabemos que o projeto golpista da extrema direita não será barrado com leituras de cartas, mas sim com a ação direta nas ruas, com passeatas e greves. Com essas alianças da frente ampla, perdemos nossa independência e, justamente por isso, o programa da frente ampla não responde às nossas pautas (ver páginas centrais). Ao mesmo tempo, não podemos esquecer que esse projeto de colaboração de classes já foi aplicado por Lula, pelo PT e pelo PCdoB durante 13 anos e que isso não deu certo, pois foram governos que atacaram a classe trabalhadora (privatização de HUs e bacias petrolíferas, reformas da previdência, Usinas como Belo Monte).

Votar na esquerda independente sem patrões: Vera Lucia presidente! Vote 16!

Estamos na campanha de Vera Lucia para a presidência, que tem como vice a liderança dos povos indígenas, Raquel Tremenbé. Queremos apresentar essa proposta alternativa. Uma esquerda independente, sem coligações com os empresários que nos exploraram. A CST, tendência radical do PSOL, constrói essa campanha e chama o voto nas candidaturas do Polo Socialista Revolucionário. Defendemos o reajuste automático do salário de acordo com a inflação; a redução da jornada de trabalho sem redução de salários; direitos trabalhistas para toda a classe trabalhadora; fim das chacinas e violência policial contra o povo negro; a punição dos estupradores e o direito ao aborto legal, seguro e gratuito para pessoas com útero. Defendemos o não pagamento da dívida e taxação dos bilionários; a reestatização das empresas privatizadas e do sistema financeiro, para investir em educação, saúde, nas pautas feministas, negras e LGBTQIA+. Enquanto formos governados por bilionários e empresários exploradores e saqueados pelas multinacionais, não haverá solução para nossos problemas. Por isso, defendemos a luta por um governo da classe trabalhadora e dos setores populares, sem patrões, que garanta nossas reivindicações e que enfrente o imperialismo, rumo a um Brasil socialista. Convidamos você a conhecer e conversar conosco sobre essas propostas socialistas e revolucionárias. Participe de nossas próximas reuniões!

Publicado originalmente em 25/08/2022 aqui.




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