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Índia inicia exportação de vacinas mas Brasil não está em sua lista

Índia vai exportar vacinas contra a Covid-19, desenvolvidas na Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica Astrazeneca a partir de amanhã (20) para 6 países, a princípio. Brasil não será um dos beneficiários ao contrário do que previa Bolsonaro.

terça-feira 19 de janeiro| Edição do dia

Foto: Justin Tallis/AFP

O país confirmou que irá exportar as vacinas, de acordo com as necessidades de cada país parceiro. O Butão receberá suas doses amanhã (20), em quantidade ainda não noticiada e Bangladesh receberá 2 milhões de doses na quinta-feira (21). Na mesma lista constam também Maldivas, Nepal, Mianmar e Seychelles que receberão nos próximos dias.

O primeiro-ministro indiano Narenda Modi, disse em sua rede social que "a Índia está profundamente honrada por ser um parceiro de longa data para atender às necessidades de saúde da comunidade global. O fornecimento de vacinas contra covid para vários países começará amanhã e mais virão nos próximos dias.”

Também revelou estarem aguardando a confirmação para envio de vacinas ao Sri Lanka, Afeganistão e ilhas Maurício ainda na primeira fase de imunização. O Brasil não é citado em nenhuma das listas. O presidente Jair Bolsonaro havia anunciado a importação de 2 milhões de doses de vacina provenientes da Índia, que deveriam chegar no último domingo (17), no entanto, o avião que deveria buscar as doses não chegou sequer a decolar.

Veja mais em: Pazuello atribui atraso de vacinas ao fuso horário indiano.

O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello confirmou que o Brasil ainda não recebeu resposta positiva do país Asiático em relação à remessa importada. O Instituto Serum, maior produtor mundial de vacinas prevê que o envio das doses ao Brasil poderia acontecer apenas a partir do início de fevereiro.

Em recorrente disputa política com o governador do estado de São Paulo, João Doria, Bolsonaro prova o fracasso de seu governo, que desde o início da pandemia tem apelado ao negacionismo para disfarçar a gravidade da pandemia deixando que mais de 210 mil brasileiros morram pela Covid-19. Ambos tratam a imunização da população com demagogia.

Enquanto Bolsonaro sequer conseguiu importar vacinas, Doria comemora o inicio da vacinação, no entanto sem deixar claro que as 6 milhões de doses garantidas não são suficientes nem para metade dos trabalhadores da saúde, ou para 0,5% dos idosos do país. Ou seja, o Brasil está longe de ter vacina para toda a população e os governantes, pouco se importam com isso, pois o que está em sua mira não é a vida dos brasileiros, e sim a disputa eleitoral de 2022.




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