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Imigração | EUA de Biden detêm mais de dois milhões de imigrantes em um ano

É a primeira vez que o número de imigrantes detidos na fronteira atinge essa marca. São cerca de 2,1 milhões de pessoas presas na fronteira. Nem Donald Trump, notório por sua política imperialista de xenófoba, não deteve tantos imigrantes em um espaço tão curto de tempo. A crise imigratória que bate às portas dos EUA é fruto de sua política imperialista e os democratas em sua gestão com Joe Biden à frente seguem dando continuidade à política anti-imigrantes e xenofóbica historicamente vinculada ao imperialismo estadunidense.

terça-feira 20 de setembro | Edição do dia

Fonte: Mundo Negro

Através de uma manobra atípica, os funcionários do governo Joe Biden anteciparam os dados referentes aos primeiros meses do ano fiscal de 2022, que se encerra em 30 de setembro próximo, que mais de 2,1 milhões de imigrantes foram detidos na fronteira estadunidense. A gestão Biden adiantou-se na divulgação dos dados, que são divulgados rotineiramente pelo Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), e demonstra que mais de 1,3 milhão desses migrantes foram deportados.

Com as eleições de meio de mandato se aproximando, o governo Biden vem evitando as questões relacionadas à imigração. Os republicanos, que fazem demagogia quanto às suas posturas xenófobas, estão difundindo a mensagem de que a fronteira não é segura, ao ponto de dois governadores republicanos enviarem dezenas de imigrantes que foram libertados da custódia do governo, fossem transportados para Massachusetts e Washington, dois estados democratas “para mostrar às regiões democratas” como é a fronteira sudoeste.

Segundo as Nações Unidas, a maioria dos imigrantes que atualmente atravessam as fronteiras estadunidenses ilegalmente são oriundas de Cuba, Nicarágua e Venezuela, países historicamente sofrem sanções por parte dos EUA e assolados por regimes autoritários. Segundo os dados apresentados pela Nações Unidas, estima-se que hoje os venezuelanos sejam o segundo maior grupo de descolados do mundo (os sírios seguem em primeiro lugar no ranking), ou seja, são pessoas que buscam um direito básico e legal que é a busca de asilo, mas para o coração do capitalismo moribundo, suas portas se fecham sobretudo se esses imigrantes são latinos vindos do espaço de espoliação e opressão dos governos estadunidenses, a América Latina.

Joe Biden e sua vice Kamala Harris, tentam dar um verniz progressista à sua gestão, mas seguem firmes com políticas anti-imigratórias, da parte de Biden dando continuidade às políticas implementadas por Donald Trump e de Harris com ameaças abertas, como no último ano, em uma das suas viagens pelos EUA afirmou aos imigrantes de toda a América Central: “– Não venham aos EUA!”.

A crise imigratória e todas as suas consequências – não nos esquecemos das dezenas de mortos em um caminhão no Texas esse ano, além de outras dezenas de milhares que caem todos os anos nas viagens travessias da fronteira - da política intervencionista do imperialismo norte-americano nos países dos povos imigrantes, devastando e precarizando as condições de vida dos trabalhadores e do povo pobre destes países. É preciso enfrentar a xenofobia da extrema-direita trumpista e dos republicanos, mas independente do partido democrata que também é responsável pelos fatores que empurram as pessoas para fora de seus países de origem.




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