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Rio Grande do Norte | Basta de transfeminicídio: Justiça por Estefani! Bolsonaro e oligarquias são responsáveis

Estefani Rodrigues Soares, de 18 anos, foi assassinada a facadas no último sábado (14) em uma praça no bairro de Lagoa Nova, em Natal. Mais um crime bárbaro que escancara a transfobia a luz do dia no Brasil de Bolsonaro e da extrema-direita, que dão aval e fortalecem a LGBTfobia, sendo o país que mais mata pessoas trans.

Jojo de Paulaestudante de Design da UFRN e militante da Faísca

quinta-feira 19 de maio | Edição do dia

O assassinato da jovem trans foi captado por câmeras de vigilância, um rapaz de 28 anos confessou o crime e deve ser indiciado por feminicídio, pois confessou que teve um relacionamento com a vítima e que havia premeditado o crime. A faca que matou Estefani foi encontrada na praça da Rua Desembargador Carlos Augusto, zona Sul de Natal.

Para arrancar justiça por Estefani e derrotar todo o reacionarismo destilado por Bolsonaro, Damares e a extrema-direita, que fortalecem a LGBTfobia e dão aval para o assassinato de pessoas trans, é urgente organizar a força da juventude, dos estudantes e trabalhadores junto às LGBTQIA+ e os demais setores oprimidos, seguindo o exemplo da greve dos trabalhadores e da educação e da saúde de Natal contra o prefeito Álvaro Dias (PSDB). Isso sem confiança no STF ou na direita, que também são responsáveis pelos ataques contra as LGBTs, para arrancar justiça e derrotar. Assim como a extrema-direita potiguar como o senador Styvenson e os deputados estaduais Coronel Azevedo, que recentemente homenageou o regime ultra-conservador e racista da monarquia e Alberto Dickson, que propôs a criação do Dia do Orgulho Hetero no estado. Esses desgraçados, assim como as oligarquias reacionárias do estado, têm as mãos sujas de sangue pela morte de Estefani, assim como de Eliel Ferreira, Yuri Alzaniel e outros jovens LGBTs!

O assassinato de Estefani não está isolado, a Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra) divulgou em janeiro deste ano que em 2021 pelo menos 140 travestis e transexuais foram assassinados no Brasil, mantendo a posição número um no ranking de assassinato de pessoas trans, onde a expectativa de vida cai para 35 anos. Em Natal, oito em cada 10 pessoas trans e travestis da capital do RN foram agredidas em algum momento, segundo dados do Observatório LGBT+, do Centro de Cidadania LGBT+. É uma mostra que a violência LGBTfóbica é parte intrínseca desse Estado patriarcal, racista do capitalismo brasileiro

É necessária a unidade unidade de estudantes e trabalhadores junto às LGBTQIA+ em defesa das vidas trans para impor justiça com a força da nossa luta, pondo abaixo essa extrema-direita, junto com todo regime herdeiro do golpe institucional. Não podemos baixar a cabeça e ir pra cima desses reacionários, utilizando as nossas entidades estudantis como ferramenta organização, assim como faz a juventude nos EUA no Starbucks, na Amazon, que cansou de ver seu gênero, sexualidade, nacionalidade e cor ser usada para pagar piores salários e direitos, e estão fundando dezenas de sindicatos para lutar contra a exploração e toda forma de opressão.

Nesse sentido a CUT e CTB dirigidas pelo PT e PCdoB, devem romper com a paralisia construída seguindo a estratégia eleitoralista para a chapa Lula-Alckimin e no estado com Fátima Bezerra junto a oligarquia dos Alves, assim como a UNE, UEE-RN e Ubes-RN devem colocar os grêmios, CAs. O DCE da UFRN, dirigido pelo Juntos (MES/PSOL) e Correnteza (UP), poderiam dar exemplo, convocando assembleias de base em rechaço a Bolsonaro, Styvenson e toda extrema-direita lgbtfóbica e misógina, e exigir do Estado um plano de emergência contra a violência lgbtfóbica, onde seja possível oferecer melhores condições de emprego, renda, casas abrigos e toda assistência psicológica também as pessoas vítimas de transfobia. Por Estefani Soares e por todas as vítimas de violência lgbtfóbica seguiremos lutando por justiça!




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