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Crime ambiental | Governo Bolsonaro, em nome de empresários e banqueiros, perdoará bilhões em multas ambientais

O presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) de Bolsonaro, Eduardo Bim, vai anular R$ 16,2 bilhões em multas (valores ainda sem correção da inflação).

quarta-feira 21 de setembro | Edição do dia

Eduardo Bim assumiu por indicação do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. Salles que ficou conhecido no episódio onde falou em gravação que seria o momento de “passar a boiada” se referindo diretamente aproveitar a pandemia que matou mais 700 mil pessoas como distração para passar ataques contra o meio ambiente. Lembrando que um dos primeiros cargos de relevância na política foi como Secretário de Geraldo Alckmin no Governo do Estado de São Paulo.

Os processos serão anulados um a um pelos servidores do IBAMA, e são referentes a casos desde desmatamentos e queimadas a transporte ilegal de madeira. Uma das multas anuladas é do banco Santander. Multado por financiar operações do agronegócio em áreas de proteção ambiental na Amazônia. A multa anulada é de aproximadamente R$ 64 milhões. Outro caso bizarro que chama atenção é a anulação de uma multa por uma contaminação por vazamento. A Empresa Rumo Malha Norte ao transportar gasolina e óleo diesel por dentro de um manancial por trem, causou um descarrilamento deixando 23 vagões carregando químicos contaminarem o lençol freático de Inocência, no Mato Grosso do Sul. As multas chegariam em R$ 43,8 milhões hoje.

Basicamente essa é mais uma decisão em nome dos grandes empresários, patrões e fazendeiros do agronegócio. Os mesmos que financiam a campanha eleitoral de Bolsonaro em 2022, claro que com a expectativa de manter a impunidade de suas ações durante um potencial novo governo. Essas criminosas ações são responsáveis pelas violências cometidas contra as populações ribeirinhas na amazônia, povos originários e quilombolas, invasões e massacres em terras indígenas, entre tantas outras opressões. A saída que o regime apresenta para desviar o ódio de nossa classe é votar em Lula-Alckmin. Como votar em quem criou Ricardo Salles resolverá a questão ambiental? Não foi exatamente essa política de aliança com a direita que abre espaço para a extrema-direita rastejar de volta para fora dos bueiros? Como esperar que as alianças que fortaleceram a extrema-direita no passado agora irão derrotá-la? Frente ao tamanho desmonte das políticas de conservação ambiental só podemos apontar para uma saída de independência de classe, para assim poder revogar integralmente os ataques contra o ambiente e contra os trabalhadores que movem o país. Nós do Esquerda Diário e o MRT, nessa eleição de 2022 estamos construindo pelo Pólo Socialista e Revolucionário (esse que é uma aliança entre algumas correntes e partidos da esquerda marxista como PSTU, CST, SOB, etc.) candidaturas onde defendemos sempre o combate inconciliável à extrema-direita e direta, partindo da auto-organização dos trabalhadores em aliança com a juventude e todos setores precarizados para assim impor um plano de lutas que possa fazer com que a crise seja paga por quem a criou, os capitalistas e patrões!




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